EDITORIAL

SIMINERAL
CELEBRA
CULTURA

A edição de número 28 do Simineral ON vai falar sobre cultura. Um setor de incontestável importância para a sociedade, não só pelos espetáculos com os quais os artistas nos brindam, mas também pela salvaguarda da memória de nossos ancestrais que ajudaram a forjar a sociedade que somos hoje.

No Pará, essa memória não somente é salvaguardada pelos artistas, como também pela população, que celebra e vibra com o sucesso de cada obra produzida em sua terra. Nos honra saber que as empresas do setor mineral, associadas a este Sindicato das Indústrias Minerais do Pará, também se preocupam em contribuir para uma sociedade em que a cultura seja cada vez mais valorizada, como você, caro leitor, poderá ver mais adiante.

Além da pauta cultural, nesta edição, também traremos dois conteúdos especiais: vamos te apresentar o Espaço São José Liberto, que tem a missão de possibilitar o funcionamento de um lugar intersetorial de criatividade e liberdade, onde o desenvolvimento econômico tem como elemento propulsor a cultura, o turismo e o design. E um outro vídeo celebra o aniversário de 52 anos da chegada do homem à lua.



Anderson Baranov,
Presidente do Simineral

GOVERNO DO PARÁ

CULTURA TEM
PRIORIDADE

O cronograma de obras do governo do Pará, não deixou de lado os equipamentos de cultura, que nos últimos dois anos e meio foram alvo de ações de valorização, manutenção, melhorias ou investimentos para o fomento do setor e preservação da memória.

A titular da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Úrsula Vidal, confirma que investir em pessoas, em valorização do patrimônio arquitetônico e simbólico, na manutenção de nossas tradições e saberes culturais, têm sido uma prioridade para o governo.

“São ações continuas, que têm nos desafiado a fazer escutas permanentes nas regiões, com a descentralização de recursos e o fomento às práticas culturais em todo o Pará. Somente em obras, como a reconstrução do Palacete Faciola, a reforma do Museu do Marajó, do Cemitério da Soledade, a revitalização do Theatro da Paz, da fachada e cobertura do Museu de Arte Sacra, e o início do projeto do Parque da Cidade, são mais de R$ 995 milhões de reais”, detalha a gestora.

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ARTE NA PANDEMIA

ARTISTAS
FALAM SOBRE
REINVEVENÇÃO

O Simineral foi atrás de ouvir os artistas e saber como a pandemia afetou o trabalho, o dia a dia e o processo criativo de cada um deles. Como se reinventaram - e ainda se reinventam - durante estes meses de tantas restrições para frear o contágio pelo novo coronavírus?

CULTURA

VALE MANTÉM
INCENTIVOS

Christiana Saldanha, gerente do Instituto Cultural Vale falou ao Simineral ON sobre as ações da empresa na área da cultura.

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SMN ON: Como a Vale apoia a cultura local?

R= Este ano, o Instituto Cultural Vale (ICV) patrocina 29 projetos no Pará que somam mais de R$23 milhões em investimento em cultura no estado. E temos orgulho de patrocinar, desde 2004, o Círio de Nazaré, maior manifestação cultural do povo paraense. O Instituto mantém ainda a Casa da Cultura de Canaã dos Carajás, um de seus quatro museus e centros culturais próprios e filial do Instituto no estado. O ICV também incentiva a produção artística no sudeste do Pará com dois projetos, o Movimenta Pebas e o “Arte em cores”.

O “Abraçando os pontos de cultura”, gerou renda para 60 pontos de cultura do Pará. Cada espaço recebeu um subsídio no valor de R$10 mil. Nós também estamos presentes no projeto da Academia Paraense de Música, iniciativa realizada em parceria com a Rede Paraense de Pontos e Pontões de Cultura - Rede Ajuricaba e com o apoio do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Fundação Cultural do Pará - FCP.

SMN ON: Durante a pandemia, os patrocínios foram mantidos?

R= Em 2020, mesmo com a pandemia do novo coronavírus, a Vale manteve seus patrocínios e investiu R$ 102,4 milhões só para o setor cultural em todo país. Em 2021 os investimentos em patrocínios culturais ultrapassam os R$ 154 milhões.



SMN ON: De que forma os artistas podem ser contemplados?

R= O Instituto Cultural Vale promove editais com o objetivo de contribuir para a produção cultural, movimentar a economia criativa e ampliar as oportunidades de participação, o pensar e o fazer cultura em todo o Brasil. Além dos editais, lançados ao longo de todo o ano, também recebe solicitações de patrocínios a projetos via escolha direta. Todas as informações sobre os editais e solicitações de patrocínios podem ser acessadas em institutoculturalvale.org.

SMN ON: Há algum projeto que a Vale gostaria de destacar?

R= Um destaque é o projeto Vale Música Belém, projeto autoral que é um importante instrumento de transformação social há mais de 17 anos na região de Belém. Ele já impactou mais de cinco mil pessoas desde sua criação, inclusive formando músicos profissionais que atuam no Brasil e no exterior. Recentemente alunos do Vale Música Belém conquistaram uma premiação internacional. O "Terra Quartet", composto pelos músicos Fábio Santos e Nathália Vidal (violino), Haroldo Fonseca (viola) e William Ambé (violoncelo). É o único grupo brasileiro a conquistar o primeiro lugar na sua categoria na edição 2021 Spring Music Competition da Competição Internacional de Música de Charleston, nos Estados Unidos. O palco dos nossos alunos hoje é virtual, mas mantemos a rotina de aulas e, também, uma agenda de apresentações on-line.

MÚSICA E SUSTENTABILIDADE

FESTIVAL TEM
PATROCÍNIO DA
HYDRO E ALBRAS

A 1ª edição do Festival Verde, que tem o intuito de promover a conscientização sobre a sustentabilidade e a conservação do meio ambiente, principalmente na região amazônica, será realizada em 7 de agosto, a partir das 16h. O evento terá painéis de debates, com a participação de influenciadores digitais paraenses, e shows de Joelma, Lia Sophia, Thiago Costa e DJ Waldo Squash, com a participação de Maderito, ex-Gang do Eletro. A programação será totalmente online e poderá ser acompanhada, gratuitamente, pelo hotsite do evento.

O evento é uma produção da Embrasesc, com o patrocínio da Hydro e da Albras, por meio da Lei de Incentivo à Cultura da Secretaria Especial da Cultura e do Ministério do Turismo. Para Alessandra Fonseca, diretora de Comunicação da Hydro na América do Sul, o Festival Verde é um espaço para debater a sustentabilidade no dia a dia. “Acreditamos na importância de incentivar projetos que busquem valorizar a cultura local e entendemos que a música e o meio ambiente desempenham um papel de destaque na identidade do Pará”, comenta.

INCENTIVO À CULTURA

SINOBRAS APOIA PROJETOS E AÇÕES

A SINOBRAS é uma empresa que apoia ações e projetos que valorizam e incentivam a cultura no Pará. Como reconhecimento dessas iniciativas, a empresa recebeu do Governo do Estado, em 2021, o “Selo Cultura Pará – Empresa Amiga da Cultura”, um reconhecimento a empresas que contribuem com o fortalecimento da economia, da cultura e da arte, por meio da Lei Semear.

“Ser reconhecida como empresa amiga da cultura nos dá um ânimo neste momento tão delicado em que vivenciamos tantas dificuldades.

Sabemos que a cultura foi uma das áreas mais afetadas pela pandemia e o quanto ela pode ser agente transformador de muitas vidas”, afirma Ian Corrêa, Vice-Presidente de Operações do Grupo Aço Cearense.

Por meio do Instituto Aço Cearense, que tem como missão promover ações que garantam a execução e multiplicação de iniciativas sociais para a transformação de vidas, vários projetos ligados à promoção da cultura também são apoiados. O Instituto tem atuação no Ceará, Pará e Tocantins, apoiando iniciativas de instituições sociais com foco no Terceiro Setor. Desde a sua fundação, já foram investidos mais de R$ 14 milhões em 174 instituições, totalizando mais de 81 mil pessoas beneficiadas nos três estados.

FESTRIBAL

ALCOA É PARCEIRA DO
FESTRIBAL DE JURUTI

Cancelado devido a pandemia da Covid-19, evento costuma trazer mais de 20 mil visitantes ao município, durante o mês de julho.

Todos os anos, no mês de julho, Juruti celebra a cultura e as tradições dos povos indígenas em um dos maiores espetáculos a céu aberto do Pará: o Festival das Tribos (Festribal). Devido a pandemia da Covid-19 e as necessárias medidas de distanciamento social, o evento não foi realizado em 2020 e, também, não será realizado neste ano. Apesar disso, a Alcoa sempre esteve presente, apoiando o Festribal, por meio de leis e editais específicos de incentivo à cultura, como a Lei Rouanet.

O Festribal, considerado Patrimônio Cultural do estado, iniciou em 1986, com a apresentação de bois bumbás, cordões de pássaros, quadrilhas e carimbó. Atualmente, acontece sempre durante o mês de julho. Durante quatro dias, Juruti, município com 58.960 habitantes (IBGE, 2020), se transforma em uma grande arena multicolorida, representadas pelas tribos Munduruku e Muirapinima.

Durante este período, estima-se que a cidade receba em média 20 mil visitantes, que ajudam a movimentar a economia, principalmente os setores de turismo, alimentação e transporte. Eles se juntam aos moradores e passam a fazer parte de duas grandes torcidas, identificadas pelas cores amarelo e vermelho (Munduruku) e azul e vermelho (Muirapinima), numa disputa sadia que envolve os artistas e a plateia.

ARTIGO

DIREITO À
CULTURA COMO
DESENVOLVIMENTO



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Por: Carla Noura Teixeira,
carlanoura@gmail.com

CONHEÇA O ESPAÇO

SÃO JOSÉ LIBERTO

O PARÁ NO COMIN

BARANOV É
INDICADO PARA
ASSENTO NO
CONSELHO

O presidente do Sindicato das Indústrias Minerais do Pará (Simineral), Anderson Baranov, foi indicado para um assento no Conselho de Mineração (Comin) da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O Conselho reúne os principais executivos do setor mineral brasileiro para identificar oportunidades para melhorar o ambiente de negócios que afeta o desenvolvimento do setor de mineração e sua cadeia produtiva; discutir e elaborar propostas de políticas para promover o desenvolvimento produtivo do setor de mineração; e promover o alinhamento e a articulação das entidades ligadas ao setor de mineração, visando a defesa de interesses do setor.

Para Anderson Baranov, Presidente do Simineral, e agora membro do Comin, a nomeação é oportuna porque “o Pará, sendo o principal exportador de minérios do Brasil, merece ter voz no Conselho Nacional de Mineração”, diz. “Fiquei muito feliz e honrado de aceitar esse convite para integrar esse seleto grupo que pensa, propõe e discute soluções importantes para esse setor que emprega tantos paraenses e que é um dos responsáveis pelo crescimento da economia no Pará, ano a ano.”, encerra.

CURIOSIDADE

A MINERAÇĀO E O HOMEM NA LUA